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Gasolina sem petróleo? O Chile produziu um combustível sustentável


gasolina sem petrólelo
Imagem de andreas160578 por Pixabay

Cada vez mais vemos notícias sobre setores que estão explorando a sustentabilidade. Isso mostra o quanto o mundo está se voltando para a preservação ambiental e entendendo que é possível aliar o crescimento econômico a questões que envolvem o meio ambiente.


Como exemplo, temos a criação de uma gasolina sintética produzida no Chile no final de 2022. Para que você entenda melhor, neste artigo vamos aprofundar um pouco mais nessa inovação, mostrando o quanto é possível que todos os setores possam passar a trabalhar a favor da sustentabilidade.


Chile e a primeira usina de combustível verde


A planta industrial da usina de combustível verde do Chile foi inaugurada no dia 20 de dezembro de 2022. Ela está situada na região de Magallanes, no extremo sul do país e foi desenvolvida em uma união de empresas, incluindo a Siemens Energy, a startup chilena Highly Innovative Fuels (HIF) e diversas outras companhias internacionais.


O local escolhido tem relação com os fortes ventos que chegam à região, componente essencial, juntamente com a água, para a fabricação do combustível. Os “e-fuels”, assim chamados pelos idealizadores, são capazes de abastecer navios, aviões e carros sem causar danos como os combustíveis normalmente utilizados.


Isso acontece porque ele faz com que a emissão de carbono seja reduzida, trazendo inúmeros benefícios para a vida do planeta.


De acordo com André Clark, VP Sênior da Siemens Energy para América Latina, essa gasolina é uma das mais limpas do mundo entrando em operação, sendo uma grande inovação feita atualmente e não no futuro.


Como é o processo de fabricação da gasolina sem petróleo?


Para que a gasolina sintética possa ser produzida em larga escala, os fabricantes decidiram aplicar o processo de eletrólise, que faz a separação da água em oxigênio e hidrogênio.


A partir desta etapa, começa a sintetização dos componentes com o dióxido de carbono, gerando assim o então esperado metanol sintético. Por fim, é feito o processo de refino, onde o composto é transformado em gasolina.


Como resultado, temos um combustível que consegue emitir cerca de 90% menos C02 (dióxido de carbono) na atmosfera, quando comparado aos combustíveis que utilizam recursos de origem fóssil para a fabricação. A montadora alemã Porsche, que é parceira do projeto, abasteceu o modelo Mobil 1 Supercup com o novo combustível e conseguiu circular na planta sem nenhum problema, mostrando que a gasolina sintética tem o mesmo efeito do que a tradicional.


O que esperar do futuro?


A fase piloto do projeto conseguiu produzir 750 mil litros por ano. No entanto, a meta é que seja atingido 55 milhões de litros da gasolina sintética a cada ano até 2025 e 550 milhões de litros até o ano de 2025.


Para entender esses números, a última meta é capaz de fornecer combustível suficiente para mais de um milhão de pessoas dirigirem os seus próprios carros pelo período de um ano. Se as metas forem atingidas, é possível que o número passe a ser ainda maior e podemos esperar que este tipo de combustível seja ainda mais encontrado no mundo.


É claro que esse foi apenas o pontapé inicial para que surjam outras indústrias que também demonstram interesse em atuar a favor da sustentabilidade. É preciso agora que ocorra mais incentivo e leis para que cada vez mais esse e os demais setores comecem a trabalhar com recursos que não causem danos ao meio ambiente.


O nordeste brasileiro, por exemplo, tem um potencial gigantesco para trabalhar na fabricação deste tipo de gasolina em razão da potência dos ventos. O que resta então é esperar e torcer para que o mundo abra os olhos para essa inovação.


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