Avanço Tecnológico vs Meio ambiente - Parte 1

Se você imagina que, somente nos últimos anos, os equipamentos elétricos e eletrônicos ficaram obsoletos muito rapidamente, ledo engano. Pode acreditar, isso não vem do século 21. Muito pelo contrário! O planeta já está convivendo com aparelhos elétricos obsoletos há cerca de 100 anos. Isso mesmo, há um século.


E como esta história começou?


Bem, no final do século XIX, com a revolução industrial, a produção deixou de ser manufaturada para ser realizada em larga escala por máquinas enormes. Algumas décadas se passaram e, por volta dos anos de 1920, grandes e famosas fabricantes de lâmpadas elétricas resolveram formar um “cartel” para diminuírem a vida útil do produto. Como resultado, as lâmpadas queimavam mais rapidamente e, por sua vez, o consumo aumentava e o lucro dos fabricantes também.


O que significa tudo isso?


É daí que vem o termo “obsolescência programada” ou “obsolescência planejada”.


Uma técnica capaz de fazer as pessoas comprarem novos produtos mesmo que não seja necessário. Na prática, é produzir um item já estabelecendo o término da sua vida útil com o argumento de maior compra, a economia vai girar e os empregos serão mantidos.


E pensar que esse movimento foi tomando “corpo” ao fim da crise de 1929 nos EUA para alavancar um país, na época, quebrado. O pensamento já naquele tempo era mais ou menos assim: um artigo que não se desgasta é uma tragédia para os negócios. “E assim caminha a humanidade...”


Algo bastante complicado para o mundo atual, quanto maior o consumo maior a produção de lixo.


Bem, nesse artigo vamos falar sobre:

- O consumo exagerado movido pela sociedade atual

- Os números de produtos fabricados no planeta.

- Como a obsolescência programada afeta o meio ambiente?

- Como descartar corretamente os eletroeletrônicos e gerar menos impacto ambiental?



Mesmo com a obsolescência programada, houve tentativas de andar na “contramão”


Naquele tempo, algumas empresas da Europa Oriental até tentavam produzir itens mais duráveis, porém perderam espaços no mercado, deixando de lado esse ideal. O capitalismo move o posicionamento mundial da obsolescência programada.


Os engenheiros e designers que gastavam horas de trabalho, criando itens com maior durabilidade precisavam usar a mesma inteligência para criar outros materiais com durabilidade menor para diminuir a vida útil e aumentar as vendas. Isso é o que mostra o documentário da TV espanhola “A História da Obsolescência Programada - (2010) – Documentário” Os grandes fabricantes foram tomando “gosto pela nova ordem” e assim continuaram a caminhada do avanço tecnológico, hoje, infinitamente rápido.


O modelo de celular lançado há um mês, por exemplo, já perde para a concorrência se tem uma câmera a menos ou maior ou menor capacidade de armazenamento interno. Um aparelho antigo que vinha com a bateria externa é trocado por um novo modelo sem acesso à bateria.


O consumo exagerado movido pela sociedade atual


As promoções, marketing, redes sociais e a mídia de maneira geral influenciam em excesso o consumo de produtos eletroeletrônicos e bens duráveis como um carro, até aparelhos como pequenos ventiladores domésticos estão na mesma posição. Com os aparelhos celulares nem se fala. Um design diferente ou uma cor relevante leva um consumidor a descartar o aparelho totalmente sem necessidade. Apenas porque foi lançado um novo modelo.





Bens duráveis com um carro, com um novo acessório ou mínimo de potência a mais no motor já mexe com a cabeça do consumidor para fazer logo a substituição. A vantagem do automóvel é que o consumidor leva em uma agência para troca, dá o restante ou financia o valor para o carro desejado.


Com aparelhos celulares nem sempre é a mesma coisa. Um pequeno defeito e vai para o lixo, não é verdade? Às vezes, a pessoa nem acabou de pagar o aparelho e já deu defeito. Ele vai levá-lo para a assistência técnica (do fabricante) porque se estiver na garantia, outro técnico não pode “abrir o lacre” para o reparo.


Os antigos celulares “tijolões” do fim dos anos de 1990 sofriam várias quedas e funcionavam por muito mais tempo do que os aparelhos atuais. Os de hoje, mesmo com poucas quedas, já ficam com circuitos ou telas danificadas. Na troca, uma tela nova, às vezes, nem dura nem 12 meses. Dependendo do tipo de problema não vale a pena consertar por causa do preço.


Uma TV de Led, por exemplo, se tiver a tela quebrada, o destino infelizmente é o descarte. Simplesmente porque não compensa pagar um valor alto para o conserto. E que o descarte seja feito de maneira correta.


E ao comprarmos um produto, na grande maioria das vezes, não levamos em conta a proporção numérica da quantidade de lixo eletrônico gerado, não é verdade?


Os números de produtos fabricados no Brasil e no mundo


Segundo dados de uma pesquisa publicada em maio de 2021 pela Fundação Getúlio Varga (FGV), o Brasil tem 2 dispositivos móveis (entre computador, notebook, tablet e smartphone) por pessoa. Ou seja, cerca de 440 milhões de produtos em uso.



O site Olhar Digital com informações do Tec Radar traz dados da empresa de consultoria Gartner que, em 2021, o número de dispositivos inteligentes possivelmente já passou dos 6,2 bilhões contra 7,8 bilhões de habitantes no planeta. De acordo com a consultoria, em breve o número de aparelhos pode ultrapassar o número de pessoas no mundo. E a chegada do 5G vai acelerar ainda mais esse aumento.


Esses números exorbitantes de produção automaticamente estão indo contra a sustentabilidade no planeta.



Como a obsolescência programada afeta o meio ambiente?


Numa resposta simples, basta apenas pensar que:


Quanto maior o consumo, maior produção de equipamentos, maior desgaste do meio ambiente.


E a falta de conscientização da sociedade provoca inúmeros problemas como:


- A grande quantidade de emissão de gases de efeito estufa GEE agride o bem estar da Terra. No Brasil, em 2021, segundo dados da nona edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, infelizmente foi atingida a marca de 2,16 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente, a maior dos últimos 14 anos.





- O descarte incorreto dos produtos acaba sendo feito em lixões, o que polui os lençóis freáticos. Muitos destes equipamentos vão parar em países mais pobres. Trabalhadores da reciclagem ainda conseguem retirar plástico, vidro e alguns metais como cobre e até ouro, porém o grande montante se torna poluição ambiental.




- A alta concentração de metais pesados nos aparelhos elétricos e eletrônicos descartados incorretamente e em contato com a pele e vias respiratórias provocam vários tipos de câncer.

A velocidade das informações, um mundo cada vez mais conectado leva ao...

Como descartar corretamente e gerar menos impacto ambiental?


Como já falamos aqui neste blog, eletroeletrônicos não devem ser descartados no lixo comum. De acordo com a Política Nacional de Resíduos sólidos - Lei 12305/2010, toda a sociedade tem responsabilidade sobre o resíduo produzido.


A logística reversa é a melhor solução para o descarte de produtos eletroeletrônicos, pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes.

Neste endereço você pode verificar o melhor ponto de descarte para vários tipos de resíduos: https://www.ecycle.com.br/postos/reciclagem.php


Lembre-se bem, nunca é demais falar:


Se você quer realmente fazer o descarte correto do RCC na sua obra, alugue uma caçamba com a Alugalogo! É rápido e fácil. Não perca mais tempo. Quer ver a parte 2 sobre esse assunto? Continue acompanhando nosso blog aqui!


Na próxima semana ainda vamos falar mais sobre Avanço Tecnológico vs Meio ambiente. Não perca!